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6 de julho de 2011

Concurso de Miss é para Venezuela como a Copa do Mundo é para Brasil

A dor, a busca obsessiva pela perfeição, a disciplina mais rígida, os erros, as frustações e as conquistas. As meninas de uma escola de modelos na Venezuela precisam ser as melhores do mundo no que fazem. Elas levam muito a sério a história de fazer bonito, ou “fazer bonitas”.

“Tratamos as meninas como se fossem esportistas. Se um esportista treina todos os dias e outro treina de vez em quando, quem vai ganhar a competição?”, indaga a dona da escola de modelos, Giselle Reyes.

Para os venezuelanos, concurso de miss é como Copa do Mundo para os brasileiros. O Miss Venezuela existe desde 1952. São quase seis décadas que transformaram o concurso em uma das manifestações culturais mais importantes do país.
“As pessoas se reúnem para fazer comentários sobre as preferidas. É um programa que reúne toda a família em frente à TV. Miss Venezuela se tornou parte da vida dos venezuelanos, tanto que, quando uma criança está andando na rua, alguém pode falar para a mãe: ‘Com certeza, essa menina vai participar do Miss Venezuela’”, afirma a miss Norelys Rodriguez.

Os sonhos começam cedo nas academias de beleza, onde a média de idade é de 12 anos. Nesses locais, as meninas têm aulas de gramática, protocolo, etiqueta, inglês, dicção oratória, cultura geral, passarela e maquiagem. Uma das meninas diz que a voz é a parte que mais a agrada nela mesma: “É calma”.
São em momentos como os da Miss Venezuela, que o país olha nos próprios olhos e se pergunta: “Espelho, espelho meu, será que existe uma superpotência da beleza como eu?”

Existe, sim. É o Brasil com os seus altíssimos padrões de beleza. O Brasil é a superpotência do futebol, conhecido, reconhecido e cobiçado pelo resto do mundo, como as misses. Se uma superpotência olhar para o espelho, vai enxergar outra.

“É algo que sempre me chamou a atenção desde pequena. Meu sonho é ser Miss Venezuela”, sonha uma candidata.

“Meu sonho é ser jogador de futebol”, conta um menino.

É um planejamento que começa na base. A Venezuela tem seis títulos no Miss Universo. O Brasil é pentacampeão mundial no futebol.

"São meninas e meninos que saem dos lares pobres para ganhar o mundo. São mulheres muito jovens de 17, 18 anos que acabaram de sair do colégio e, de um dia para o outro, se tornam as mulheres mais bonitas do país. Das quais todos esperam a perfeição”, afirma uma modelo. “É algo que é produzido por nós e é reconhecido no mundo inteiro”, completa.
A Venezuela ainda não conseguiu resultados expressivos no futebol, o esporte preferido no país é o beisebol, mas as escolinhas, cada vez mais, recebem crianças interessadas em fazer gol. O esporte já é o segundo mais praticado no país e não são apenas as misses que fazem o maior sucesso entre os “boleirinhos”. “Cristiano Ronaldo”, “Messi” e “Kaká”, apontam alguns dos jogadores mirins.

Como é possível o Brasil só ter vencido o concurso de mulher mais bonita do mundo duas vezes? “Acho que é porque o Brasil não se foca muito no concurso”, sugere a miss Norelys. A sugestão é que haja uma ajuda mútua. Um drible curto pelo sorriso permanente. Ver Brasil e Venezuela em uma tabelinha imaginária seria uma beleza.

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