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25 de setembro de 2016

Pela primeira vez, concurso Miss Brasil terá seis candidatas negras na disputa

A participação de mulheres negras no concurso Miss Brasil ainda é consideravelmente baixa, levando em conta que pouco mais da metade da população do país é afrodescendente. Entretanto, parece que finalmente as coisas estão mudando. Nesta edição 2016, pela primeira vez, seis candidatas negras irão representar seus estados na disputa pela coroa. O número corresponde a apenas cerca de 25% das participantes, porém já é possível identificar um avanço na diversidade da seleção.

As candidatas representam os estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rondônia e São Paulo. Em meio a pautas atuais que envolvem representatividade e feminismo negro, a seleção dessas mulheres pode ser interpretada como parte das mudanças conquistadas pelas discussões.

Além de representarem a pele negra, elas também são referência para as mulheres que desejam assumir a naturalidade dos seus cabelos. Conheça as Misses:

Victoria Esteves | Miss Bahia 2016
A Miss de 18 anos é estudante de Direito (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Beatriz Leite Nalli | Miss Espírito Santo 2016
A Miss de 18 anos é bailarina (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Deise D’Anne | Miss Maranhão 2016
A Miss de 26 anos é estudante de Educação Física (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Raissa Santana | Miss Paraná 2016
A Miss de 21 anos é estudante de Marketing (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Mariana Theol | Miss Rondônia 2016
A Miss de 21 anos é estudante de Arquitetura (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Sabrina Paiva | Miss São Paulo 2016
A Miss de 21 anos é estudante de Publicidade e Propaganda (Foto: Lucas Ismael/BE Emotion)
Coroa Nacional
Deise Nunes – Miss Brasil 1986 (Reprodução)
Em toda a história do concurso Miss Brasil – que teve sua primeira edição em 1954 – houve apenas uma vencedora negra, a gaúcha Deise Nunes, em 1986. Nas edições seguintes, não houve mais vencedoras de pele escura. A falta de candidatas afrodescendentes na seleção das mulheres que representarão seus estados contribui para essa realidade.

Na edição de 2015, entre as 27 candidatas, apenas uma era negra: a Miss Distrito Federal Amanda Balbino. Segundo a estudante, após passar por diversos episódios de racismo, ela havia desistido de ser modelo e de participar de concursos de beleza. “Eles queriam que eu alisasse meu cabelo, afinasse meu nariz, mudasse meus traços, então, resolvi desistir”, contou em entrevista ao Correio Braziliense.
Amanda Balbino – Miss Distrito Federal 2015 (Minervino Junior/CB/D.A)
Em sua conta no Facebook, logo após ter sido coroada, Amanda também falou sobre as dificuldades enfrentadas para chegar até a coroa. “Tantas e tantas outras negras caminharam, persistiram e enfrentaram essas barreiras que muitos chamam de “invisíveis”, mas se perguntassem saberíamos a cor que tem”, desabafou.

Pelo mundo
Deshauna Barber (Foto: Divulgação)
A Miss Estados Unidos deste ano, Deshauna Barber, é negra e enfrentou o preconceito de muitos norte-americanos. A vencedora do concurso de beleza é tenente do exército americano e também luta contra os crimes de racismo, além de falar sobre empoderamento e lutas raciais.
Leila Lopes, a primeira angolana eleita Miss Universo (Foto: Divulgação
O Miss Universo tem em sua história apenas quatro vencedoras negras. A última, coroada em 2011, foi a angolana Leila Lopes. Ela foi eleita em São Paulo e alavancou a torcida, que torceu mais por ela do que pela candidata brasileira. Leila é segunda Miss Universo vinda da África.

Crédito: Jessica Munhoz, redatora do Portal Bhaz

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